Posts tagged ‘infância’

Crítica literária

Certa vez – na ocasião estávamos na bienal do livro observando estantes – uma pessoa veio me dizer que não achava os livros de uma específica estante bons. Não vou citar aqui os títulos dos livros e seus respectivos autores, basta que vocês saibam que eram livros destinados às meninas (normalmente entre os 10 e 14 anos, acho eu). São livros normalmente curtos (umas cem páginas) com temas típicos para essa faixa de idade: falam sobre meninos, brigas com os pais/professores e das angústias da adolescência.

Eu acenei com a cabeça concordando com a pessoa, afinal esses não são meus livros favoritos. Nunca parei pra pensar deste dia, que estava esquecido entre minhas lembranças, no fundo do meu cérebro. Mas hoje acordei pensando sobre o assunto.

Num país como o nosso são poucas as crianças que leem (ai ai). Afinal, não é todo mundo que tem condição de gastar em média trinta e poucos reais num livro (eu mesma acho isso um absurdo, mas a tentação é forte demais). Mães e pais que trabalham não tem tempo de ler estórias infantis para seus filhos antes de dormir, e o ensino público já tem tantos problemas que pensar em exigir a leitura é um tanto utópico.

Ninguém começa a ler pelos livros mais complicados. O estímulo de quem lê regularmente vem das estórias como “O Patinho Feio” e “Os Três Porquinhos”, lidas por pais, babás ou professoras pré-primárias. Mais tarde é que livros como “Droga da Obediência” e “O Gênio do Crime” começam a surgir. É nessa época que esses “livros ruins” – ditos pela pessoa no início do post – pipocam entre as rodinhas de meninas.

Ora, leitura é leitura. Se você lê “Senhor dos Anéis” ou “Crepúsculo” não importa. Você está lendo, adquirindo vocabulário e melhorando sua escrita. Uma criança que lê será um adulto capaz de argumentar e escrever melhor. Com o tempo adolescentes que hoje leem Harry Potter vão pegar gosto pela literatura dita mais complexa (eu considero Sagarana um livro complexo, mas vai da opinião de cada um).

Ao começar com os Irmãos Grimm, passando para Pedro Bandeira ou direto para J. K. Rowling, Stephenie Meyer, Philip Pullman, J.R.R. Tolkien ou C.S. Lewis, livros como “Cidade e as Serras” (Eça de Queirós) ou “Dom Casmurro” (Machado de Assis) serão mãos fáceis e se tornarão mais apreciados (ou não, Iracema ainda não me desce!).

Com o tempo, a leitura que começou com “livros ruins” pode passar para coisas mais complexas, como…

Ah bom, não cheguei nessa fase ainda, tenham calma!

março 8, 2009 at 3:01 pm Deixe um comentário

Seria melhor se fosse anônimo…

secret_bear_by_capsicum

Mas já que não é (e para evitar confusões futuras: prazer, Nicole), tenho uma revelação a fazer: quando eu tinha lá os meus cinco para seis anos o meu maior sonho era ser cantora!

Não, vocês não entenderam… O problema não era na parte do “ser cantora”! Para mim não bastava sair cantando por ai. Não, eu tinha era que cantar nos programas do Silvio Santos, não vou lembrar o nome do programa agora, mas era um que passava de domingo.

Eu ficava lá, em toda a minha infantil inocência, me imaginando em um vestido lindo, com o microfone na mão e cantando. E na minha mente insana eu tinha a voz mais linda do mundo e surpreendia a todos por onde passava! Todos iriam aplaudir de pé e me jogar flores. Eu ia sorrir, dar longas entrevistas e ser imortalizada no tempo.

Hoje em dia, com essa minha voz de taquara rachada, eu me contento em ser jornalista. Devo ter certa atração por microfones, vai saber?!

março 5, 2009 at 5:41 pm 3 comentários

Eles merecem

Pula a linha, parágrafo:

 

Obrigada:

As bexigas coloridas.

As bolas de vários tamanhos.

As bonecas de pano.

E as de plásticos.

Aos ursos de pelúcia pelos abraços.

E cachorros, gatos, papagaios, zebras e tatus.

As Barbies, mesmo não sendo Barbies.

Aos quebra-cabeças pelas tardes infinitas.

Aos fogões que tornavam nossas brincadeiras mais reais.

E vassouras, carrinhos de bebê e afins.

As bolachas comidas as escondidas.

Aos livros de histórias bobinhas que eram nossa alegria.

As piscinas pelas tarde de verão.

E ao sol por fazê-las.

As nuvens por darem vida a nossa imaginação.

Aos lápis de cor por pintarem nossas manhãs na escola.

Perdão:

Aos brócolis que não comemos.

As bonecas largadas debaixo da cama.

As gramas pisadas enquanto jogávamos bola.

Aos balões estourados.

Aos joelhos ralados.

As janelas dos vizinhos.

As paredes rabiscadas.

As pontas de lápis quebradas.

As peças de quebra-cabeças perdidas.

Afinal, éramos somente crianças!

outubro 12, 2008 at 7:49 pm Deixe um comentário


Quem?

Paulistana facilmente encontrada perambulando pelos números da Rua Piauí nos horários comerciais. Nascida no ano de 1990, o que me poupa trabalho de atualizar e fornece a você a oportunidade de mexer com números! Começando a exercer a função de bixete e virando foca!

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