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Alguém tem que ceder
Não havia mais argumentos. Não mesmo. E olha que eu busquei por eles, e como! Mas a coisa foi se tornando mais forte do que eu. Aliás, as coisas! Elas me ludibriaram. Seduziram-me ardilosamente, eu diria!
De repente eu me vi no meio dos planos! Bolinhas coloridas, fios dourados e laços vermelhos! Guirlandas nas portas. Luzes que piscam!
Velinhos pançudos e vestidos com um modelito meio démodé nos tons vermelho berrante e tomate ambulante começam a pipocar pelas avenidas e shoppings. E claro. Com a bela barba branca que o Dumbledore roubou e um saco cheio, por favor, de presentes! Ah, vai dizer que você já começou a pensar nos pedidos e cartinhas?? Pensa que me engana, acho que não!
Não há como resistir! Não tem volta. As luzes piscam freneticamente na minha cara a cada dia que passa! Lá vem ele, preparem-se!
Ele vai bater à sua porta. Com aquela risada característica! As dietas vão para o saco e as promessas de novas começam a surgir ao redor da mesa! Quando menos você esperar vai estar lá também! Entoando cânticos característicos!
Pois é, o espírito do natal me pegou de jeito! E acredito que nem o Grinch poderá me impedir de cair de cabeça no segundo melhor feriado mundial (perdendo somente para o dia das bruxas, afinal existe coisa melhor do que doces e dar sustos nos outros…?)
E isso ai pessoal! Comecem a desempacotar as bolinhas coloridas. Verifiquem se suas luzinhas estão acendendo direito. Comprem suas árvores (para aqueles que não aderiram à moda meio bizarra de árvores de plástico! Olha quem fala!). Pendurem os enfeites. Perdoem quem te fez mal ao longo do ano. Peçam desculpas se magoaram alguém! Afinal, essa não é uma época de brigas. É época de fortalecer as amizades e começar novas. E não pelos presentes. Afinal só de ter aquelas pessoas especiais ao seu lado já não vale o bastante?
Comece já o seu feliz natal! E não se esqueça do Grinch ok?!
Eu em minha própria companhia
Eu, sujeito simples. Pode estar em uma oração coordenada, ou em uma subordinada, nem ligo. Eu. Sozinha. Aqui. Agora.
Num curto espaço de tempo. Sem mais ninguém!
Nenhum único ser humano para contar história. No silêncio. Sem palavras. Olhares. Perguntas. Somente isso.
(…)
A sensação de que tudo já passou. O tempo passou. Os problemas se resolvem e todos estão felizes.
O silêncio!
A sensação de que só existe você, e mais ninguém por perto!
Egoísmo?
Necessidade?
(…)
O bem estar. O sol batendo em sua janela e aquecendo sua pele. O som do mar. E mais nada!
Ninguém!
Só o silêncio!
Ps: Amanhã voltaremos com a programação normal!



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