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Nas entranhas do meu passado
Essa semana foi cheia de “regressões”, atribuídas principalmente ao fato de que eu peguei Harry Potter e o Enigma do Príncipe para ler novamente. Ou talvez é a leitura que tenha induzido as regressões que irão aparecer nos parágrafos seguintes.
De todo o modo, mergulhar novamente na literatura de J. K. Rowling fez acender em mim uma parte que estava escondida láááá no fundo (causada principalmente pelo jejum que a Warner me fez passar, mas não vamos culpá-la hoje). As antigas risadas causadas pelas piadas sem graça do Rony, as lágrimas pela morte de Dumbledore (vamos lá minha gente, o livro é de 2005, já deixou de ser spoiler faz tempo!) e as explosões de raiva causadas pelo Snape (idem) vieram com força, e aumentam cada vez mais à medida que o dia 15 se aproxima.
Junto com tudo isso veio a parte menos agradável: a descoberta de que certas coisas não vão mais voltar! Claro que eu não estou falando das surpresas da história (como quem é o RAB e tudo mais). Falo sim das situações vividas daquela época!
Quatro anos se passaram desde que peguei Harry Potter e o Enigma do Príncipe na mão pela primeira vez; na época o grupo de amigas, as dificuldades e as aspirações para o futuro eram outras. Eram amigas de colégio, brigas e descobertas infelizes e minha vontade de ser médica que hoje sei, não voltam mais (e agradeço por parte delas).
Nós crescemos. Isso é um fato que as vezes me assusta. Na época tinha 15, hoje tenho 19. Agora são amigas do cursinho, o vestibular e a louca vontade de me formar jornalista (com diploma) que giram minha vida.
Mágoas que vieram daqueles tempos não me perturbam mais, hoje são mágoas mais recentes e sofridas que levam lágrimas aos meus olhos. Queria sim voltar aos 15 anos com a sabedoria dos 19. E sei que não é possível.
Porém enquanto eu lia e sofria com as linhas da JK senti como se tivesse voltado a 2005 e enquanto isso via minha vida passando de novo, as alegrias, que foram muitas, e os sofrimentos, que hoje parecem ínfimos, voltaram à tona.
Não posso reclamar de nada. Só lamento que hoje não tenha mais as pessoas daquela época à minha volta para relembrarmos juntos tudo que enfrentamos.
Como eu disse lá em cima, não é realmente possível voltar ao passado.
Fã falando…
Possa falar? Oficialmente a Warner caiu no meu conceito… Mas assim, uns milhares de degraus.
Nossa, me sinto até mais leve com essa revelação.
Calma, eu explico. Sou fã de Harry Potter há nove anos. E nunca, nunca mesmo, vi a Warner mover um grão de areia para tentar trazer uma Premier para o Brasil.
Olha, eu entendo as dificuldades e tal, somos um país em desenvolvimento (Tia Vera teria orgulho de me ver usando esse vocabulário), temos um nível de violência considerável (quanta gentileza)… Mas temos um bom número de fãs por aqui, haja visto a quantidade de pessoas no último abaixo-assinado.
Pois bem. Segundo o site Foforks a Summit está considerando a idéia de trazer uma Premier de New Moon aqui para o Brasil, não se sabe ainda em qual cidade (São Paulo please) e nem divulgaram qual(is) dos atores vem para cá. Mas parece que a coisa realmente vai acontecer.
E agora me digam. New Moon é o segundo, de quatro filmes, que a Summit pretende fazer baseados na série Twilight (Crepúsculo). Em julho desse ano lança do sexto (de oito filmes) do Harry Potter, então, será que já não está na hora de a Warner pensar um pouco em agradar os fãs tupiniquins?
Não sei se eu tenho razão, afinal, sou só uma fã de um país em desenvolvimento, não é?
You’re a wizard Harry
Ela me mostrou a magia, a amizade e a tristeza de perder um ente querido. Com ela chorei, ri, esbravejei, gritei e esperei. E como esperei. Tomei um chá de cadeira de quase 2 anos por aquele livro. Aquele quinto livro. E vieram outros depois. O sexto com aquela morte dolorida – mas que não doeu tanto quanto aquela do véu. E veio o sétimo. E com ele as lágrimas do fim. E foram tantas essas lágrimas.

Aos 44 anos sua fortuna é considerada maior que a da própria Oprah, cerca de 576 milhões de libras, ela foi a primeira pessoa a ficar milionária com livros. Inglesa, reside em Edimburgo e tem três filhos. J. K. Rowling conquistou, com os seus livros, o mundo e uma legião de fãs quase interminável.
Se hoje eu tenho o sonho de ver meu livro publicado (e porque não, terminado) é culpa da Rowling. Ela me mostrou que um livro sem figuras pode sim ser divertido, mágico e único. E eu só tinha dez anos! Hoje, aos meus quase 19, leio de tudo, com figuras ou sem, com 20 ou 700 páginas, em português ou inglês. Foi com ela que tomei coragem de enfrentar meus problemas com a língua inglesa. E venci, com ajuda dela.
E não só eu. Outras tantas pessoas no mundo passaram a deixar o videogame/computador de lado por alguns dias só para acompanhar as aventuras de Harry e sua turma. Acima de tudo, só com fato de, durante o lançamento do sétimo livro, eu pude ver e ser parte dos milhares de adolescentes sentados no chão da livraria, e não num computador, lendo um livro gigante, já vale para o posto de minha heroína!
Thanks JK!
Spoiler!
Numa época em que minha vida além do colégio era regida por um bruxinho de óculos bem simpático eu era totalmente contra spoilers. Não sabe o que é spoiler? Eu explico. Spoiler é uma determinada informação (foto, música, cena) de algum livro/filme/whatever que você obtenha antes do lançamento do mesmo. A exemplo das várias páginas que vazaram do último Harry Potter dias antes do lançamento mundial.
Pois é. Dias antes do lançamento dos filmes do Harry eu me fechava no meu infinito particular e lá ficava, até o dia da estréia. Sabe, adoro surpresas! Mesmo com os livros. Nunca lia nada, me escondia. Quanto mais surpresas melhor!
Desde o início do ano minha postura perante spoilers vem se alterando. E tudo culpa de um vapirinho safado que dominou um pedaço do meu coração! Via uma foto aqui, um videozinho ali. Estava me tornando totalmente contra uma política que sempre defendi. E estava tranqüila com a situação!
Porém hoje ultrapassei minhas convicções! Sabe aquela história toda de surpresa? Joguei rio à baixo pelo youtube! Sim! Eu vi Twilight! E não me arrependo!
Aliás, arrependimento é a última coisa que eu sou capaz de sentir. Onomatopéias do tipo “uou”, “aahhh” e gritos histéricos dominam o meu linguajar completamente. Mas não, vou conter os meus dedinhos ágeis e deixar para comentar o filme como se deve dia 19/12!
É isso ai. Cantei “Supermassive Black Hole” até não poder mais e hiperventilei bastante. E não. Isso não significa que deixarei de ir ver Twilight no cinema e muito menos que deixarei de vibrar e porque não hiperventilar novamente. Aliás, guardei todos os meus gritos hoje para dia 19, afinal pra certas cenas eu vou precisar estar preparada!
Mas enquanto o dia feliz na chega… Quem se habilita a jogar baseball comigo ao som de Muse??
Às escuras!
Eu tinha planejado escrever sobre várias coisas aqui hoje. Tinha mesmo. Sério! Tão sério que eu ia falar sobre o trailer novo que saiu do Harry Potter 6 e como uma revista fugiu das minhas mãos loucamente essa semana!
Mas, tem algo aqui que está realmente me incomodando! Sabe aquela coisa boba corrida sem o seu consentimento, que inicialmente obriga você a lidar com a situação do jeito mais adulto possível? Minha mãe sempre diz que temos que lidar com esse tipo de coisa sem tristeza. Mas isso está realmente começando a me tirar do sério!
Tanto que eu quase não vinha postar aqui hoje. Quando cheguei em casa nem me incomodou tanto. Mas agora. Grrr!
Tá escuro! A luz infeliz daqui queimou! Estou completamente as escuras aqui. Sozinha, abandonada. Só com a luz do PC!
Pronto. Manifestei minha raiva!




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