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Diga azeitona com abobrinha

Ah! É desse tipo de caos que eu não sinto falta quando me lembro dos tempos de colégio. O dia da foto era sempre problemático, além de ser um dos grandes causadores de traumas colegiais. Seja por uma espinha, cabelo ruim, esquecer que o shampoo tinha acabado (mas acho que só eu passei por esse último…
Lembrei de tudo isso porque me irmão chegou esses dias em casa falando que trocou de camiseta com o amigo para a foto individual. Eu logo imaginei o porque só de olhar para ele (um monstrengo de 14 anos com quase 1,70): ele estava molhado da cabeça aos pés, com manchas levemente escuras pela camisa e cabelo grudado e ensebado, para tudo quanto era lado. Uma única falava explicava a situação da criança: basquete.
Não preciso dizer que foi a fotógrafa que mandou meu irmão trocar a camisa, afinal ele só tem 14 (e conheço homens bem mais velhos que bem menos higiene que ele).
Isso prova o quanto nós – seres humanos do sexo feminino – nos preocupamos muito mais com os “cliques” das máquinas fotográficas do que os marmanjos.
No mais, é só arrumar a juba e dizer “azeitona com abobrinha”, porque o “diga xis” já saiu de moda!
Encontros subterrâneos
Passo quase todos os dias pelo metrô Consolação. Quase todos os dias mesmo, não é hipérbole, quase que um dia sim e o outro também. Adoro ficar olhando os outdoors enquanto espero o vagão lotado chegar, principalmente depois que um prefeito ai resolveu tirá-los de circulação na cidade (não que eu seja contra a tal da lei cidade limpa, mas alguns eram tão geniais que era impossível não observá-los e rir). Li em algum lugar, não me recordo onde ou quando, que algumas estações do metrô estariam com propaganda do Crepúsculo. Não deu outra, depois de ler isso sai caçando Edwards no metrô loucamente. E nada de encontrá-los (verdadeiros ou não).
Semana passada resolvi saracotear pela Av. Paulista na companhia de minha prima, para tiramos umas fotos de/com Papai Noel e luzinhas pisca-pisca. E não é que voltando para casa eu o vejo. Ao longe tinha uma placa preta, mais alta que eu (como se isso fosso muito difícil) com Crepúsculo escrito em baixo. Problema, problema. Não tinha nada! Era uma coisa preta, parada ali, olhando para mim. Achei super sem graça. Mas comecei a discutir com a minha prima que talvez existisse um pôster ali, que aparentemente tinha ido passear ou algo do gênero.
Hoje, voltando de um almoço super produtivo com a minha mãe na Liberdade vejo novamente o negócio preto, só que agora de costas. Apontei para a minha mãe ver e reclamei que o negócio nunca funcionava quando eu tava lá.
Pois bem, paguei a minha língua. Quando viro de frente para o treco a parte preta já não existia mais. No lugar dela estava passando o trailer do filme! É desnecessário escrever aqui que eu quase surtei certo?
Sim, estava funcionando a bagaça. Daí aproveitei né, tirei fotos, e fiquei mexendo por horas (ou nem tanto) enquanto minha mãe reclamava do mico que estávamos pagando! Mas era uma coisa tão divertida… Fotos, entrevistas, coisa fofas por bluetooth, trailer e muito Edward Cullen.
Quando cansei de me divertir com o menu interativo guardei a máquina e segui minha mãe, que em esperava no pé da escada rolante.
Belo começo de semana.

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