A origem de tudo… Março 8, 2009
Posted by Nic in Tudo de Blog.Tags: Trote
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Em um parquinho não muito distante de você Marina Guido e Nicole Dias, ainda crianças, brincavam no balanço. O que elas queriam de verdade era brincar na caixa de areia, mas todo mundo passava por lá e elas ficaram com nojinho. Enquanto Marina tentava se esticar ao sol e permanecer no balanço, Nicole brincava de fazer poses e sorrisos diversos.
-Tá brincando de quê? – perguntou Marina.
-Ah, nada. – respondeu Nicole.
Marina deixou quieto e continuou a se concentrar em não cair do balanço.
-Vou te ensinar uma coisa, pode? – perguntou Nicole depois de uns cinco minutos de silêncio.
-Pode. – disse Marina.
-Levanta. – pediu Nicole.
Marina levantou do balanço e seguiu Nicole até o banco que havia de frente para as balanças.
-É assim. – disse Nicole quando a amiga ficou de frente para ela. – Primeiro você coloca sua mão esquerda aqui, e a direita aqui.
-Pra quê isso? – perguntou Marina com a mão esquerda na cintura e a direita atrás da cabeça.
-Chama-se Pose de Deusa. – explicou Nicole sorridente.
-E??? – perguntou Marina de novo.
-Não sei, mas um dia acho que ela vai dominar o mundo.
-Você anda assistindo muito Pink e o Cérebro. – afirmou Marina.
-É, pode ser. – concordou Nicole com a cabeça baixa.
-Hey, vamos voltar para o balanço? – perguntou Marina com um sorriso para animar a amiga.
-Claro! – exclamou Nicole.
E as duas amigas voltaram pro balanço, esquecendo a tal da Pose e a idéia de dominação global.
Será mesmo que elas esqueceram?
(Trote TDB, 3ª Parte)
Crítica literária Março 8, 2009
Posted by Nic in Divagações.Tags: infância, livros
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Certa vez – na ocasião estávamos na bienal do livro observando estantes – uma pessoa veio me dizer que não achava os livros de uma específica estante bons. Não vou citar aqui os títulos dos livros e seus respectivos autores, basta que vocês saibam que eram livros destinados às meninas (normalmente entre os 10 e 14 anos, acho eu). São livros normalmente curtos (umas cem páginas) com temas típicos para essa faixa de idade: falam sobre meninos, brigas com os pais/professores e das angústias da adolescência.
Eu acenei com a cabeça concordando com a pessoa, afinal esses não são meus livros favoritos. Nunca parei pra pensar deste dia, que estava esquecido entre minhas lembranças, no fundo do meu cérebro. Mas hoje acordei pensando sobre o assunto.
Num país como o nosso são poucas as crianças que leem (ai ai). Afinal, não é todo mundo que tem condição de gastar em média trinta e poucos reais num livro (eu mesma acho isso um absurdo, mas a tentação é forte demais). Mães e pais que trabalham não tem tempo de ler estórias infantis para seus filhos antes de dormir, e o ensino público já tem tantos problemas que pensar em exigir a leitura é um tanto utópico.
Ninguém começa a ler pelos livros mais complicados. O estímulo de quem lê regularmente vem das estórias como “O Patinho Feio” e “Os Três Porquinhos”, lidas por pais, babás ou professoras pré-primárias. Mais tarde é que livros como “Droga da Obediência” e “O Gênio do Crime” começam a surgir. É nessa época que esses “livros ruins” – ditos pela pessoa no início do post – pipocam entre as rodinhas de meninas.
Ora, leitura é leitura. Se você lê “Senhor dos Anéis” ou “Crepúsculo” não importa. Você está lendo, adquirindo vocabulário e melhorando sua escrita. Uma criança que lê será um adulto capaz de argumentar e escrever melhor. Com o tempo adolescentes que hoje leem Harry Potter vão pegar gosto pela literatura dita mais complexa (eu considero Sagarana um livro complexo, mas vai da opinião de cada um).
Ao começar com os Irmãos Grimm, passando para Pedro Bandeira ou direto para J. K. Rowling, Stephenie Meyer, Philip Pullman, J.R.R. Tolkien ou C.S. Lewis, livros como “Cidade e as Serras” (Eça de Queirós) ou “Dom Casmurro” (Machado de Assis) serão mãos fáceis e se tornarão mais apreciados (ou não, Iracema ainda não me desce!).
Com o tempo, a leitura que começou com “livros ruins” pode passar para coisas mais complexas, como…
Ah bom, não cheguei nessa fase ainda, tenham calma!
